Archive for Janeiro, 2009

Sindicatos apelam a forte adesão dos professores à greve no dia 19

06/01/2009

A plataforma sindical de professores apelou a uma adesão «em massa» dos professores à greve de dia 19, para reforçar a sua posição nas negociações da revisão do Estatuto da Carreira Docente, que arrancam dia 28. Já o secretário de Estado da Educação, Jorge Pedreira, lamentou o que considera ser os «apelos ao reforço do conflito».

 Veja o vídeo aqui…

Público.pt

greve

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Cinco distritos em aviso amarelo devido ao frio

06/01/2009

252206Os distritos de Vila Real, Bragança, Guarda, Castelo Branco e Portalegre estão hoje com aviso Amarelo devido à persistência de temperaturas mínimas baixas. De acordo com o site do Instituto de Meteorologia (IM), Bragança é o distrito com previsão de temperaturas mais baixas, entre os sete e os quatro graus negativos.

O aviso Amarelo é o segundo de uma escala que vai até quatro e estende-se ainda aos distritos de Vila Real, com mínimas que podem chegar aos três graus negativos; Guarda, com mínimas entre dois e seis graus negativos; e Castelo Branco e Portalegre, ambas com mínima de um grau negativo.

O IM prevê para Portugal continental céu limpo, embora com alguma nebulosidade durante a manhã. Para os próximos dias é esperada uma descida das temperaturas mínimas, aguardando-se para quarta-feira zero graus para o Porto e quatro graus positivos para Lisboa e Faro. Na quinta-feira, as mínimas previstas são de zero graus no Porto, menos dois em Lisboa e cinco positivos em Faro.

Neste dia, a temperatura máxima mais elevada deverá registar-se em Sagres com 10 graus, sendo de apenas seis graus no Porto e em Lisboa e de oito em Faro. O tempo frio que se vai sentir durante a semana deve-se a uma massa de ar polar inserida na circulação de um anticiclone localizado nas ilhas britânicas.

Público.pt

Europa já sente efeitos da crise do gás

06/01/2009

gas-natural-10A Europa Central está a ser fortemente atingida pela crise do gás entre a Rússia e a Ucrânia, com o fornecimento de gás russo a baixar para 10% do volume previsto.

 

Os países mais afectados são a Áustria, onde está uma das três principais plataformas de gás da Europa continental, Bulgária, Hungria, Roménia, Croácia, Macedónia, Grécia e Turquia.

Todos estes países tiveram de recorrer às suas reservas para compensar a brutal quebra no fornecimento do gás russo, sendo que alguns deles estão muito dependentes e numa altura em que a temperatura baixou em toda a Europa.

A redução no fornecimento foi anunciada pela companhia ucraniana Naftogaz, que indicou uma baixa do volume de 221 milhões de metros cúbicos na segunda-feira para 92 milhões esta terça. Aparentemente, contudo, o volume que está efectivamente a ser fornecido é bastante inferior.

A Bulgária, por onde transita o gás russo com destino à Macedónia, Grécia e Turquia, confirmou pouco depois esta informação, no que foi seguida pela Hungria, Roménia e Croácia.

Em contrapartida, em França, a companhia GDF Suez informou que o conflito russo-ucraniano não teve até agora «nenhum impacto nas reservas».

A União Europeia instou entretanto as autoridades russas e ucranianas a resolverem a sua disputa comercial bilateral e reclamou o imediato restabelecimento do fornecimento de gás natural à Europa, reduzido «substancialmente».

Num comunicado conjunto emitido em Bruxelas, a presidência checa da União e a Comissão Europeia lamentam que, «sem aviso prévio e em clara contradição com as garantias dadas pelas mais altas autoridades russas e ucranianas à UE», o fornecimento de gás a alguns Estados-membros tenha sido «substancialmente reduzido», situação que consideram «completamente inaceitável».

O presidente da Gazprom, Alexei Miller, anunciou segunda-feira que o fornecimento de gás seria reduzido a partir desta terça-feira, após um encontro com o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, que apoiou a decisão. A Rússia suspendeu a 1 de Janeiro o fornecimento de gás à Ucrânia devido à falta de acordo quanto ao preço a cobrar em 2009 e a dívidas existentes.

Quarenta por cento do gás consumido pela Europa é fornecido pela Rússia. Quase todo esse gás, cerca de 80%, é enviado para a Europa através dos gasodutos que atravessam o território ucraniano. Os restantes 20% são encaminhados para a Europa ocidental através da Bielorrússia.

A Rússia e a Ucrânia acusam-se mutuamente da actual situação, com a Gazprom a acusar a Naftogaz de «roubar» o gás com destino à Europa e a companhia ucraniana a negá-lo e a insurgir-se contra os «preços proibitivos» praticados pela companhia russa.

 

Feriados e pontes: calendária para 2009

06/01/2009

feriadosEm 2009, apenas quatro dos 14 feriados nacionais calham ao fim-de-semana (um deles, o Domingo de Páscoa, calha sempre, o que dá, apenas, três feriados «falhados»…). Existem cinco pontes possíveis e quatro fins-de-semana prolongados. Ao 10 de Junho, dia de Portugal, único feriado que calha à quarta-feira, junta-se o feriado móvel do Corpo de Deus, a 11. Com a ponte, é quase uma semana de férias! Dos 365 dias, e se juntarmos o período legal de férias, teremos, incluindo os fins-de-semana, tolerâncias de ponto (véspera de Natal, Páscoa e Carnaval) e os feriados municipais, 137 dias de descanso. Os concelhos, como é o caso de Lisboa (13 de Junho), em que o feriado municipal calha ao fim-de-semana, terão menos um dia de sorte…

Segundo declarou ao Jornal de Notícias o professor Luís Bento, da Universidade Autónoma, o efeito de tantos feriados na Economia pode ser de 1% do PIB e de 1,6 mil milhões de euros de perda. Outros especialistas costumam lembrar, porém, os efeitos benéficos para o comércio, o turismo, a restauração e a hotelaria destas folgas, o que pode animar a economia e compensar outras perdas de produtividade. Como sempre, os economistas dividem-se em duas doutrinas – e os portugueses desdobram-se em pontes!

É a seguinte a lista de feriados:

Janeiro

1, Dia de Ano Novo (Civil e religioso): Ponte

Fevereiro

24, Carnaval (tolerância de ponto): Ponte

Abril

10, Sexta-feira Santa (Religioso): Fim-de-semana prolongado

12 Domingo de Páscoa (Religioso)

25, Dia da Liberdade (Civil, comemora a revolução de 1974): Sábado

Maio

1, Dia do Trabalhador (Civil): Sexta-feira, fim-de-semana prolongado

Junho

10, Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades (Civil, 428 anos da morte de Luís de Camões): Quarta-feira

11, Corpo de Deus (Religioso, móvel): Quinta-feira, ponte

Agosto

15, Assunção de Nossa Senhora (Religioso): Sábado

Outubro

5, Implantação da República (Civil, comemora a revolução de 1910): Segunda-feira, fim-de-semana prolongado

Novembro

1, Dia de Todos os Santos (Religioso): Domingo

Dezembro

1, Restauração da Independência (Civil, comemora a revolução de 1640): Terça-feira, ponte

8, Imaculada Conceição (Religioso): Terça-feira, ponte

25, Natal (Religioso – nascimento de Cristo): Sexta-feira, fim-de-semana prolongado

Visão.pt

Identificado gene que propaga o cancro da mama

06/01/2009

mama1O gene, chamado Metaderina ou MTDH, está activo em 30 a 40% dos pacientes. Situado numa pequena região do cromossoma humano, este gene parece ser crucial para a formação de metástases, ao ajudar as células cancerosas a fixar-se aos vasos sanguíneos de outros órgãos do corpo.

A identificação do mecanismo genético envolvido na formação de metástases do cancro da mama poderá abrir caminho ao desenvolvimento de novos tratamentos capazes de neutralizar a actividade do gene e reduzir a mortalidade.

«Neutralizar esse gene nos pacientes com cancro da mama permitirá atingir simultaneamente dois objectivos importantes: reduzir o risco de recorrência do tumor e ao mesmo tempo a sua disseminação noutros órgãos», afirma num comunicado Yibin Kang, professor de Biologia Molecular na Universidade de Princeton (Nova Jersey) e principal autor do estudo.

«Estas são clinicamente as duas principais razões pelas quais os pacientes atingidos por cancro da mama sucumbem à doença», acrescenta o investigador, cujo trabalho vem hoje publicado na revista Cancer Cell.

«Não só foi exposto um novo gene responsável pelas metástases do cancro, como se trata também de um desses poucos genes cujo modo de acção preciso foi esclarecido», comentou Michael Reiss, director do programa de investigação sobre cancro no Cancer Institute de Nova Jersey e um dos co-autores do estudo.

«Esta descoberta permitirá desenvolver um medicamento capaz de neutralizar o mecanismo de metástases do cancro», considerou.

Estes investigadores descobriram também que o gene MTDH poderá também explicar a progressão e propagação de outros tipos de cancro, como o da próstata.

O estudo foi financiado pelo Departamento da Defesa, os Institutos Nacionais de Saúde e a Sociedade Americana do Cancro.

Apesar de não ser dos mais letais, o cancro da mama tem uma alta incidência e uma alta mortalidade, sobretudo na mulher, sendo que apenas um em cada 100 cancros se desenvolve no homem.

Em Portugal, com uma população feminina de 5 milhões, surgem actualmente 4.500 novos casos de cancro da mama por ano, ou seja 11 novos casos por dia, morrendo diariamente quatro mulheres com esta doença, segundo dados da Liga Portuguesa contra o Cancro.

Entrevista de José Sócrates na SIC

06/01/2009

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 Além de politicamente errado, o primeiro-ministro considera moralmente errado não fazer investimento público em 2009, nomeadamente nas grandes obras como rodovias, aeroporto, TGV e nova ponte sobre o Tejo. José Sócrates diz que o emprego é a prioridade de 2009 e que as intervenções nos bancos foram vitais para salvar o sistema financeiro e poder apoiar as empresas e as famílias.

Com a crise económica mundial a dominar a discussão político-social, o primeiro-ministro disse que Portugal está melhor preparado do que em 2005 (quando começou a chefiar o Governo) para a enfrentar.
“Baixámos o défice orçamental de 6,8% para 2,6%, o crescimento económico foi o maior em oito anos e criámos130 mil novos postos de trabalho”, disse, argumentando que a economia “ganhou uma folga para reagir à crise porque o défice em 2008 será de 2,2%”.
A folga de 0,8% face ao défice de 3% permitido por Bruxelas será usada para “proteger empresas, o emprego e fazer investimento”. “O facto de termos posto as contas públicas em ordem permite ao Estado fazer investimentos em momentos de emergência para ajudar empresas e famílias”, realçou. 
Interrogado sobre se as grandes obras públicas (TGV, aeroporto, rodovias, ponte sobre o Tejo) não serão uma herança pesada para as futuras gerações, José Sócrates considera que “não fazer investimento público seria não só política mas moralmente errado”.

“A nossa economia precisa de investimento público para garantir emprego e apoiar empresas, porque é moralmente errado não o fazer, porque as pessoas precisam disso. Estamos a investir no futuro, para estarmos mais fortes quando sairmos da crise. A economia ficará mais competitiva e a qualidade de vida será melhor”, afirmou.
Realçando que o Governo está a “fazer um esforço para o pagamento de concessões”, afirma que há “estudos sobre o custo-benefício dos novos investimentos” que sustentam as opções do Executivo.
Para 2009, Sócrates diz que a aposta é a “protecção do emprego”, já que as medidas de apoio social não são tão urgentes porque as despesas com combustíveis, prestações do crédito à habitação e alimentação vão descer. Foi isso que quis dizer quando referiu que “2009 seria um ano melhor”, explicou.

Alterações ao OE

Confrontado com o aumento da dívida externa, o primeiro-ministro disse que metade se deve ao problema do aumento do preço do petróleo entre 2003 e 2008 e que a aposta do Governo tem sido nas energias alternativas (hídrica, eólica, solar e ondas). “A política de energias renováveis teve indiscutível sucesso, porque 42% da electricade que usamos é produzida em Portugal”, referiu.
 Face à ameaça de recessão, José Sócrates disse que a “crise é global e gravíssima, daquelas que se vive uma vez na vida” e que não poderia ter sido prevista. Assim, admite agora fazer alterações às previsões inscritas no Orçamento de Estado através do Pacto de Estabilidade e Crescimento, a ser apresentado dentro de dias.
“Anunciámos que vamos fazer alterações, depois da Europa também o ter decidido. Decidimos usar a folga do défice e, no conselho de ministros que se seguiu, anunciámos que íamos apostar no parque escolar, na infra-estutura tecnológica e na eficiência energética. E vamos ainda actuar na protecção do emprego”, explicou.

Interrogado sobre se baixaria os impostos, José Sócrates disse que o Governo já tomou medidas nessa área: “baixámos o IRC este ano, baixámos o pagamento especial por conta, criámos crédito fiscal ao investimento”. Alegando que não é “vidente”, o primeiro-ministro considera que “esta é a receita adequada” face aos dados existentes sobre a evolução da economia.

Salvar bancos e empresas

Sobre as intervenções nos bancos, o primeiro-ministro diz que foram feitas “não por vontade do Estado, mas por ser uma emergência e por a alternativa ser muito pior”.
Tanto no caso do BPN como do BPP, o primeiro-ministro frisou que o Estado “não salvou bancos, mas salvou os portugueses da falência desses bancos; não quis salvar banqueiros, mas defender os portugueses e os depositantes”.
Sócrates considera que havia o risco de perda de confiança no sistema bancário, que é vital para haver disponibilidade de crédito para empresas e famílias.
“Salvaremos as empresas que pudermos, que sejam sólidas e competitivas”, disse sobre apoios já dados à Qimonda e às Pirites Alentejanas, acrescentando que em Janeiro serão acentuadas as linhas de crédito.
Sobre o financiamento europeu à agricultura não aplicado, o primeiro-ministro justificou que esses 60 milhões de euros serão parte de um pacote de 160 milhões de investimento público para “alavancar mil milhões de euros de investimento privado no sector”. Antes das questões económicas, José Sócrates explicou a sua posição sobre o Estatuto dos Açores e disse que “há uma divergência, mas não há confronto nem desafio com ninguém”.
 O primeiro-ministro afirma que a Assembleia da República tem uma “diferente interpretação da Constituição” face aos dois artigos criticados pelo Presidente e espera que o Tribunal Constitucional se venha a pronunciar. Caso sejam considerados inconstitucionais, admite “retirá-los”.
“Lealdade não implica obediência”, sublinhou Sócrates, dizendo que tem “consciência dos deveres de cooperação institucional a benefício da democracia portuguesa”.
“Não é uma grande questão, nem pode pôr em causa nenhum relacionamento. As pessoas devem habituar-se a conviver com divergências”, advogou. 
“Não desistir” da avaliação dos professores
Ao nível da avaliação dos professores, José Sócrates considera que houve necessidade de alterar o modelo porque o Governo reconheceu três problemas: “excesso de trabalho nas escolas, muita burocracia, falta de reconhecimento dos avaliadores”.
 
Perante este cenário, as alterações ao modelo tornaram-no “mais simples”, mas este permite “responder ao essencial”, defendeu o primeiro-ministro.

Relação com o PR

 

“O que havia antes era um simulacro de avaliação, não era séria nem credível. O Governo não cometeu o erro de desistir do processo de avaliação, de ignorar algo que acontecia há 30 anos”, acrescentou.

Manuel Alegre e maioria absoluta

Na questão das divergências com Manuel Alegre, José Sócrates disse que tem “respeito, consideração e uma boa relação pessoal” com o histórico do PS mas que o partido tem “responsabilidade de governação”. 
Por isso, enquanto secretário-geral, Sócrates quer “promover a unidade com toda a diversidade”, num partido que é “popular e da esquerda democrática”.
Sobre a possibilidade de governar sem maioria absoluta, tendo já dito que será candidato à liderança do partido, Sócrates não fala “sobre cenários” e prefere pedir essa maioria.
“Acho que é muito importante para Portugal a estabilidade política e governativa. A maioria absoluta é necessária”, disse.
O primeiro-ministro não concorda com a junção de eleições na mesma data, no caso das autárquicas e das legislativas, embora tenha mais abertura no caso das europeias. “As dinâmicas são diversas”, argumentou.

Casa Fernando Pessoa muda de nome para recordar heterónimos

05/01/2009

ng1068682A Casa Fernando Pessoa transforma-se ao longo deste ano na casa de três heterónimos do escritor – Álvaro de Campos, Alberto Caeiro e Ricardo Reis – com várias exposições e eventos em torno das respectivas obras e personalidades.

«Os heterónimos eram obviamente ficções, mas as nossas vidas, amores e afazeres também o são, em última análise e até sem análise, quando defrontam o grande nivelador que é a morte», escreveu Richard Zenith, em prefácio à Poesia dos Outros Eus de Fernando Pessoa (edição Assírio & Alvim).
«Propomo-nos dar corpo a estas ficções mais amplas do que qualquer existência», indicou hoje a Casa Fernando Pessoa (CFP) em comunicado.
A iniciativa, destinada a homenagear estes heterónimos de Pessoa, começa a 15 de Janeiro com a inauguração, pelas 18h30, de uma exposição de fotografias da autoria do ilustrador e fotógrafo Jorge Colombo sobre o universo de Álvaro de Campos, o primeiro heterónimo a «ocupar» a casa de Pessoa, até Abril.
A exposição de Colombo, que nasceu do desafio que lhe foi feito pela CFP, segue a Ode Triunfal como guião inicial e deixa-se depois «contaminar» pelo espírito de «estrangeiro aqui, como em toda a parte» do Campos posterior.
Nas suas fotografias, Jorge Colombo, que reside há 20 anos nos Estados Unidos, tentou «captar os ângulos da cidade que tocariam o poeta-engenheiro naval caso ele andasse por Lisboa neste início do século XXI», lê-se no comunicado.
Paralelamente, a CFP volta a mostrar Ode Marítima, um conjunto de 16 desenhos de Júlio Pomar, feitos a lápis de cera e pastel de óleo, que integra a colecção permanente da casa Pessoa.
A partir de 15 de Janeiro, o quarto de Fernando Pessoa terá também sinais da presença de Álvaro de Campos.
De Maio a Agosto, a CFP será a Casa Alberto Caeiro e entre Setembro e Dezembro a Casa Ricardo Reis.

Sol.pt

As baixas civis da operação militar em Gaza

05/01/2009

Apesar do compromisso israelita de evitar atingir a população civil, a verdade é que na densamente povoada Faixa de Gaza as famílias também são atingidas pelos disparos. A ONU estima que um quarto das baixas neste conflito sejam não-combatentes.

gaza2(Imagens podem ser consideradas chocantes)

Ver vídeo aqui… 

Brasileiros começam a adoptar normas do Acordo Ortográfico

05/01/2009

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Os especialistas ainda esgrimem argumentos a favor e contra as novas regras, mas o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa já começou a entrar nos hábitos dos brasileiros. Segundo um inquérito online lançado pelo jornal diário “A Folha de S. Paulo”, no qual as normas entraram em vigor no dia 1 de Janeiro, vinte e sete por cento dos que responderam à pergunta feita no site já começaram a escrever segundo as regras do ainda polémico acordo, enquanto trinta e quatro afirmam que vão esperar por 2013 para fazê-lo, uma vez que, a partir daí, a nova ortografia será a única considerada correcta.
Os resultados do inquérito valem o que valem e são meramente indicativos de uma tendência, mas a pergunta “Você já começou a escrever com as novas regras?” tinha registado já, até ontem, cerca de sete mil respostas, três dias após o início da consulta. A maioria dos leitores da Folha (3.174 votos às 14 horas de Lisboa) parecem, a avaliar por esta amostra, disponíveis para, mais tarde ou mais cedo, adoptarem as regras do Acordo Ortográfico. A resposta com mais votos (2.767 votos) é, ainda assim, a escolhida por aqueles que afirmam que vão ignorar as novas regras, representando quarenta por cento dos que participaram no inquérito.

O Brasil, recorde-se, tornou-se, no dia 1, o primeiro país lusófono a adoptar o Acordo Ortográfico, que ali apenas altera, em traços gerais, as regras da acentuação e o uso do hífen. No ensino público, as regras só começarão a ser implementadas em 2010.
As novas normas foram já adoptadas pela maioria dos grandes jornais brasileiros (“A Folha de S. Paulo” é um dos jornais com maior tiragem do mundo) e por algumas instituições públicas. O jornal associou-se mesmo ao lançamento do livro “Escrevendo pela nova ortografia”, editado pelo conceituado Instituto Antônio Houaiss, responsável por aquele que é tido como um dos mais completos dicionários de língua portuguesa. A forma definitiva de algumas das palavras alteradas pelo acordo só deverá, porém, ser fixada pelo novo glossário da Academia Brasileira de Letras, que será publicado no próximo mês.

Évora e Obama eleitos como as figuras do ano 2008

05/01/2009

visao

Ao longo de quase um mês, estiveram a votação as figuras e os acontecimentos mais marcantes de 2008, a nível nacional e internacional, de entre um lote de nomeados livremente pelos leitores.

Eis os resultados:

FIGURA NACIONAL DO ANO

O veredicto foi claro: Nélson Évora, que trouxe da China a única medalha de ouro para Portugal nos Jogos Olímpicos de Agosto, é o nome a registar quando se fala do ano que terminou há pouco. Com 64% dos votos, o atleta ficou bem distanciado do segundo classificado, o primeiro-ministro, José Sócrates, que se ficou pelos 22 por cento. O futebolista Cristiano Ronaldo, que acabou o ano a conquistar o troféu Bola de Ouro, reuniu 14% dos votos dos internautas.

FIGURA INTERNACIONAL DO ANO

Absolutamente esmagador foi o consenso reunido em torno da figura do ano no plano internacional: o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, foi o escolhido por 97% dos que participaram nesta votação, derrotando, pela segunda vez, Sarah Palin, a candidata republicana à vice-presidência nas eleições de Novembro, que não obteve mais de 0,7% dos votos. Ligeiramente melhor esteve o Presidente francês, Nicholas Sarkozy, com 2 por cento.

ACONTECIMENTO NACIONAL DO ANO

No que diz respeito a acontecimentos, foi o conflito que opõe os professores ao Governo a alcançar mais votos – 51% dos internautas consideram que foi este o facto mais marcante de 2008, no plano nacional. A crise do BPN foi escolhida por 34%, enquanto 14% votaram no primeiro computador português, o Magalhães.

ACONTECIMENTO INTERNACIONAL DO ANO

A nível internacional, a votação também não foi renhida: A crise financeira que agitou as economias de todo o mundo foi o acontecimento mais marcante do ano para 87% dos internautas. Outros 10% votaram nas eleições presidenciais norte-americanas, enquanto os Jogos Olímpicos foram considerados o acontecimento de 2008 por 3% dos leitores. 

Visão.pt